Deep State dos EUA e Argentina em xeque. E nós? Parte 1
- Clipping Vitae
- 29 de nov. de 2024
- 2 min de leitura
Deep State é a combinação de três grandes forças dentro e fora de um país, cujo objetivo é controlar os sistemas políticos, recursos públicos e economia do país. E que forças são essas? São forças políticas como partidos, jornalistas e mídia, organizações da burocracia como órgãos públicos, agências reguladoras e estatais e grupos empresariais como bancos, mineradoras e construtoras. São essas as três pontas que sedimentam um Deep State presente no mundo.
Na Argentina, Javier Milei já estava 10 anos antes de sua eleição, levantando e expondo a questão do Deep State, vulgo Peronismo, uma versão ideológica fiel ao contexto argentino, com empresários unidos a partidos também corruptos e burocracia dominante. Milei tem avançado com sucesso no debate das reformas e pelo menos na implementação de algumas delas.
O mesmo ocorre nos Estados Unidos. O Deep State norte-americano é distinto do sistema da América Latina e da Europa, e se baseia mais em sistemas de Defesa e Segurança: complexo industrial-militar, diversas agências de segurança e de controle criadas - FBI, CIA, DEA e muitas outras - combinadas com os privilégios de financiadores, notadamente os grandes bancos interesses econômicos, por intermédio de políticos ligados ao partido Democrata.
No primeiro governo Trump, o combate ao Deep State era visível, mas não era a prioridade. No seu segundo governo, desmantelar o Deep State será a bandeira prioritária.
Perseguição de Trump expôs o Deep State
Após ter perdido a eleição, ficou revelada a profundidade do Deep State e o quanto o sistema norte-americano era controlável. Lembrando que Soros e Zuckerberg, entre outros grandes, doaram mais de US$ 400 milhões para os delegados eleitorais (reguladores das eleições) de cada estado em 2020, o que não ocorreu nessa eleição de 2024.
Como se não bastasse a derrota, a perseguição que veio a seguir foi inédita e implacável. Certamente o fato gerou uma grande revolta, ademais diante dos tipos de liderança que assumiram o poder: Biden, um completo incapaz; e Kamala, longe de ser elegível para qualquer cargo. Ficou claro que o Deep State americano só tolera fantoches, a exemplo desses dois.
E no Brasil, quem é o nosso Deep State?
O Deep State aqui se traduz em Estado Social ou Estado de Bem-Estar Social, criado lentamente ao longo de quase 100 anos pela esquerda e pelo centrão.
Similar ao Peronismo, é um Estado assistencialista repleto de organizações e serviços públicos e gastos sociais, que escondem interesses econômicos e corrupção política
Luiz Philippe Orleans e Bragança
Luiz Philippe de Orleans e Bragança é deputado federal por São Paulo, descendente da família imperial brasileira, trineto da princesa Isabel, tetraneto de d. Pedro II e pentaneto de d. Pedro I, sendo o único da linhagem a ocupar um cargo político eletivo desde a Proclamação da República, em 1889. Graduado em Administração de Empresas, mestre em Ciências Políticas pela Stanford University (EUA), com MBA pelo Instituto Européen d'Administration des Affaires (INSEAD), França. Autor dos livros “Por que o Brasil é um país atrasado”, “Antes que apaguem”, “A Libertadora – Uma Nova Constituição para o Brasil” e “Império de Verdades”. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.
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