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Móveis no Alvorada: Deputados bolsonaristas apresentam requerimentos cobrando explicação de ministro da Casa Civil

  • Clipping Vitae
  • 22 de mar. de 2024
  • 2 min de leitura

Deputados bolsonaristas apresentaram nesta quinta-feira uma série de requerimentos em que cobram o ministro da Casa Civil, Rui Costa, a prestar informações sobre as declarações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que os móveis do Palácio da Alvorada teriam se perdido e o processo de compra de novos móveis.

Entre os autores dos requerimentos estão Daniela Reinehr (PL-SC), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO), todos do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista para jornalistas no ano passado, Lula sugeriu que os móveis teriam sido levados pelo ex-presidente. Informação revelada pelo jornal Folha de São Paulo mostrou que todos os móveis dados como perdidos foram localizados em "dependências diversas" do local, que é usado como moradia do presidente da República.

Em seu requerimento, Daniela Reinehr pede informações sobre "a fundamentação da dispensa de licitação; a lista dos imóveis que foram encontrados, com imagens que comprovem o estado do móveis para avaliação da necessidade de novos; a lista e os valores dos móveis de luxo que foram comprados pelo presidente da República; como serão compensados os valores gastos desnecessariamente com móveis de luxo e como será feita a prestação de contas ao TCU (Tribunal de Contas da União) diante dos móveis que foram encontrados".

Os outros dois deputados pediram à Casa Civil informações semelhantes.

No ano passado, a Presidência afirmou que novos móveis teriam de ser adquiridos, por conta da ausência de alguns itens e o mau estado de conservação de outros. O governo federal gastou R$ 196.770 com seis peças de móveis para a decoração da suíte presidencial do palácio do Alvorada. Parte das compras — uma cama, dois sofás e duas poltronas — foram feitas em uma loja de decoração em Brasília, com um colchão “king size” sendo adquirido em outra loja.

Após o caso ser revelado, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro citou, em nota, o "desgaste emocional" causado pelo episódio e disse que “agora que a verdade veio à tona, as medidas judiciais serão adotadas”.

Na primeira semana de governo do presidente Lula, a primeira-dama Janja abriu as portas do palácio e mostrou infiltrações, janelas quebradas e casos de má-conservação do patrimônio presidencial. Entre os problemas identificados pela nova gestão, estava também o desaparecimento de algumas peças do mobiliário.

A informação de que as 261 peças foram encontradas foi revelada pela Folha e confirmada pelo GLOBO. No início de 2023, a Presidência já havia localizado 83 móveis. Em janeiro daquele ano, o presidente Lula, durante um café da manhã com jornalistas, sugeriu que as peças teriam sido levadas por Bolsonaro.

"É compreensível que a preservação do patrimônio público seja uma preocupação legítima, e é crucial garantir que os recursos financeiros sejam utilizados de forma responsável e eficiente. Logo, é igualmente importante que as alegações feitas pelo governo em relação à ausência dos móveis sejam corroboradas por evidências sólidas e verificáveis", disse Gayer em seu requerimento.

 
 
 

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