A voz e a mordaça
- Clipping Vitae
- 28 de fev. de 2025
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O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, fez um discurso histórico na Conferência de Segurança Europeia, em Munique. Destinava-se à Europa, mas senti que poderia muito bem ser endereçado ao Brasil. Ele começou mostrando que a ameaça não vem da China ou da Rússia, mas está dentro da própria Europa, com a destruição de seus valores, principalmente a liberdade de expressão. Excessiva regulamentação vai restringir a democracia e não defendê-la, argumentou ele. Querem censurar a mídia social com o pretexto de ódio, misoginia, desinformação. “Se acham que a democracia pode ser atingida por algumas postagens, então alguma coisa está errada com essa democracia. Permitir que os cidadãos falem o que pensam só fortalece a democracia”.
Um alerta para o Brasil, que tem todas as garantias na Constituição Cidadã, mas ela é descumprida no seu âmago, que é a liberdade. Vance lembrou em Munique que na União Soviética não podia haver o outro lado, a opinião diferente; não podia ganhar a eleição. Qualquer semelhança com a última campanha presidencial é mera coincidência. O vice americano perguntou aos europeus o que a Otan quer defender. “O que é importante e está sob ataque?” E ele próprio respondeu: “Não haverá segurança na Europa se tiverem medo de vozes e opiniões. Aí, não há nada que a América possa fazer por vocês. Vocês não podem ter governo censurando e prendendo oponentes”. Governo que não ouve o povo é tirania, lembrou J.D. Vance.
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