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Energia solar e eólica: como são caros e sujos o sol e os ventos…

  • Clipping Vitae
  • 4 de abr. de 2025
  • 3 min de leitura

O jornal canadense Financial Post publicou na semana passada um artigo do renomado cientista político, economista e estatístico dinamarquês Bjorn Lomborg, com o sugestivo título “A energia solar e a eólica são caras”, no qual contesta de forma categórica as expectativas otimistas colocadas nessas duas formas de geração de eletricidade supostamente limpa.



Lomborg é pesquisador visitante na Hoover Institution da Universidade de Stanford e tornou-se celebridade internacional com suas críticas bem fundamentadas ao catastrofismo ambiental e climático. Ideias essas expostas em livros como O Ambientalista Cético – revelando a real situação do mundo (2002), Falso alarme: como o pânico das alterações climáticas nos custa bilhões, atinge os mais pobres e não salva o planeta (2024) e outros, alguns deles publicados no Brasil.


No texto, ele é categórico: as evidências globais mostram que nenhum país que dependa fortemente de energia eólica e solar tem custos de eletricidade baixos


Citando o exemplo do Canadá, ele afirma que o reduzido fornecimento de energia eólica custa mais de 1 bilhão de dólares canadenses (câmbio atual: C$ 1 = US$ 0,70) aos habitantes de Ontário, a província mais populosa e rica do país.


Segundo Lomborg: “Um estudo revisado por pares revelou que os custos econômicos do vento são pelo menos três vezes maiores que os seus benefícios. Somente os donos da energia eólica ganham dinheiro; os ‘perdedores são principalmente os consumidores de eletricidade, seguidos pelos governos’, conclui o estudo.”


Em seguida, comenta a grande deficiência de tais fontes, a intermitência: 


“(...) As sociedades modernas precisam de energia 24 horas por dia. A intermitência das energias solar e eólica significa que é se precisam de backups, geralmente fornecidos por [usinas de] combustíveis fósseis. O que significa que os cidadãos acabam pagando por dois sistemas de energia: as renováveis ​​e seus backups. Além disso, são necessárias muito mais linhas de transmissão para levar a energia eólica e solar aos usuários, enquanto, sendo menos usados, os combustíveis fósseis de reserva têm menos horas para recuperar os seus custos de capital. Ambos os efeitos aumentam ainda mais os custos.”


E observa: 


“Os dados mais recentes da Agência Internacional de Energia (AIE) de quase 70 países revelam uma correlação clara entre o uso de energia solar e eólica e os preços médios mais altos de energia para residências e empresas. Em países que usam pouca ou nenhuma energia solar e eólica, o custo médio de eletricidade é de cerca de 16 centavos por quilowatt-hora (em dólares canadenses de 2024). Para cada aumento de 10% na participação da energia solar e eólica, os custos de eletricidade aumentam em quase oito centavos por kWh. Esses números são de 2022, mas os resultados foram essencialmente os mesmos em 2019, antes dos impactos da pandemia de Covid-19 e da guerra Rússia-Ucrânia.



Conteúdo editado por: Aline Menezes



Lorenzo Carrasco

Lorenzo Carrasco é jornalista, presidente do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa) e da Capax Dei Editora; autor dos livros "Conselho Indigenista Missionário: Filho da Mentira" (2016) e "Una mirada al mundo y a los valores que cimentan un nuevo orden mundial" (2012); coautor de "Máfia Verde: o ambientalismo a serviço do Governo Mundial" (2001), "Máfia Verde 2: ambientalismo, novo colonialismo" (2005), "A hora das hidrovias: estradas para o futuro do Brasil" (2008), "Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil: um olhar nos porões do Conselho Mundial de Igrejas" (2013), "Uma nação desarmada" (2016) e "A missão da Rússia na mudança de época global" (coord., 2019), todos publicados pela Capax Dei Editora.**Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



 
 
 

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