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Morre o cientista francês que ajudou a matar mais de 60 milhões de nascituros

  • Clipping Vitae
  • 6 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

O bioquímico e cientista francês Étienne-Émile Baulieu, inventor da pílula abortiva, morreu aos 98 anos, nesta sexta-feira (30). Ele liderou o desenvolvimento do medicamento oral RU-486, popularmente conhecido como mifepristona, que se tornou um dos principais métodos para interromper a gravidez no mundo.


A família confirmou a morte em um comunicado divulgado pela AFP. A viúva de Baulieu, Simone Harari, afirmou no anúncio que "sua pesquisa foi guiada por seu comprometimento com o progresso possibilitado pela ciência, sua dedicação à liberdade das mulheres e seu desejo de permitir que todos vivam vidas melhores e mais longas".


O presidente da França, Emmanuel Macron, prestou uma homenagem ao cientista que promoveu o avanço da pauta abortista no mundo, chamando-o de "um farol de coragem" e "uma mente progressista que permitiu que as mulheres conquistassem sua liberdade".


"Poucos franceses fizeram tantas mudanças quanto ele fez", afirmou Macron no texto.


Defesa da vida desde a concepção

Baulieu especializou-se na área de hormônios esteroides após a Segunda Guerra Mundial, época em que foi convidado para trabalhar nos Estados Unidos e acabou focando seus estudos científicos nos hormônios sexuais, segundo o jornal francês Le Monde.


Em 1982, depois de retornar à França, desenvolveu a mifepristona, que se tornou um instrumento barato para tirar a vida de nascituros. Baulieu foi alvo de diversas ações judiciais e protestos de grupos que condenam o aborto.


Em 2023, durante uma entrevista concedida à AFP, o inventor da pílula abortiva atacou o estado de Wyoming por ter se tornado o primeiro dos Estados Unidos a proibir o uso do medicamento para a prática do aborto. Segundo ele, a medida era considerada um "escândalo" e um "retrocesso à liberdade das mulheres".



Em outra entrevista, desta vez ao The New Yorker, em 2022, o cientista afirmou que “ideologia e machismo, infelizmente, pesam mais do que a racionalidade e a comprovação científica”, quando falava sobre o uso da pílula abortista.


“Um método que torna a interrupção da gravidez menos traumática fisicamente para as mulheres e menos arriscada para sua saúde sempre foi rejeitado pelos pró-vida: o que eles realmente buscam é prejudicar e punir as mulheres”, declarou na ocasião.


Pouco tempo depois, o "pai da pílula abortiva" criticou uma decisão mais ampla da Suprema Corte americana de derrubar o reconhecimento do direito constitucional da mulher ao aborto que o legalizava em todo o país. Com isso, a questão foi redirecionada para os estados americanos, que passaram a ter autonomia para legislar sobre o assunto.


O cientista disse à época que a decisão "coloca em xeque um direito fundamental das mulheres que nós pensamos ser legal e moralmente garantido".



Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 60 milhões de mulheres utilizaram a mifepristona para interromper a gravidez. Segundo o Instituto Guttmacher, a mifepristona é usada em mais de 60% dos abortos nos Estados Unidos.


 
 
 

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