top of page

O jantar obsceno de Moraes às vésperas do julgamento de Bolsonaro 

  • Clipping Vitae
  • 21 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

“Nos últimos 40 anos, não vivemos mais as mazelas do período em que o Brasil não era democrático: não tivemos jornais censurados, nem vozes caladas à força, não houve perseguições políticas, presos ou exilados. Não tivemos crimes de opinião ou usurpação de garantias constitucionais. Não mais, nunca mais”, declarou o presidente da Câmara, Hugo Motta, ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Barroso, e do ex-presidente José Sarney, durante a cerimônia de celebração dos 40 anos da redemocratização do Brasil. 


Este é o mesmo Hugo Motta que, em 7 de fevereiro deste ano, afirmou que os atos de 8 de janeiro não foram uma tentativa de golpe, mas sim uma ação de “vândalos” e “baderneiros” inconformados com a vitória de Lula. Ele também criticou as penas de 17 anos de prisão para senhoras que apenas passavam pela Praça dos Três Poderes no momento dos eventos. “Há um certo desequilíbrio nisso”, disse Motta, renovando as esperanças da direita na aprovação do projeto de anistia. De lá para cá, o que aconteceu para Hugo Motta mudar tão radicalmente de discurso? O que mudou? 


Um dia antes do “triplo twist carpado” discursivo de Motta, um jantar obsceno acontecia em Brasília. Na casa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foi homenageado — talvez pela sua omissão em pautar o impeachment de ministros do Supremo. Compareceram ao jantar, ainda, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, o chefe da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e quase metade dos ministros do Superior Tribunal de Justiça. Quem mais estava lá? Hugo Motta e Davi Alcolumbre, os presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente. 



 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Brasil atrasado na era da IA e da automação

(Gazeta do Povo - 10/04/2026 - acesse no site de origem) É, no mínimo, estarrecedor observar o volume de empresas que, nos Estados Unidos, vêm efetuando demissões em massa sob o pretexto da Inteligênc

 
 
 

Comentários


bottom of page